sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Pensamento....

Não, eu não escrevo,nunca escrevi.
Quero apenas traduzir o silencio que sempre senti.
A vida maltratou-me
Mas não me fechou os olhos
Continuam janelas, em que me debruço
Para ver o que quero.
Sejam injustiças ou as coisas mais belas.
E vejo, revejo e volto atrás.
Vejo de novo
E cresce em mim a vontade de gritar
A revolta da cegueira deste povo...
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As fotos são feitas com o telemóvel, junto ao comando da policia municipal, num espaço um pouco desamparado, onde em conjunto se desenvolvem flores campestres com as mais variadas espécies que resistem ao tempo..Este espaço foi aqui mandado construir pelo dr João Soares, enquanto presidente da camara municipal de Lisboa, mas esquecido por todos quantos o sucederam.. É pena, é um espaço lindo, de onde se avista Monsanto, e que propicía a prática de desporto ao ar livre.. Um lugar a visitar....

43 comentários:

Alexandre disse...

Há quem olhe e não veja! É sempre o mesmo dilema, as janelas podem estar escancaradas mas quando o silêncio se instala é mt difícil de o «calar»!

Muitos beijinhos!!!!

pin gente disse...

há gritos que não pode ser calados!

abraço
luísa

Sol da meia noite disse...

As palavras não são mais que o exprimir do que em silêncio haviamos sentido...
Muito bonita esta flor que em silêncio tanto diz...

Um beijinho

Gata Verde disse...

Cegueira e idiotice!
Ainda ontem tivemos esse exemplo com a inauguração do tunel do Rossio...

Beijinhos
e boa semana

Laura disse...

cegueira deste Povo, andamos todos d eolhos fechados e somos todos culpados de tanta cegueira e eles vão fazendo como querem à maneira deles, claro, e ehhh ate as escadas rolantes avariaram com tanto peso...
Beijinho.

TINTA PERMANENTE disse...

Pode ser que seja cegueira, pode ser que seja o que seja; mas que o povo gosta de Fado, isso gosta!...
E já lá vai quase um milénio...

abraços!

Pena disse...

As suas lindas, maravilhosas "janelas" vêem um mundo magnífico de doçura e encanto.
Quanto ternura, meu Deus...!!!
Quando li este enorme poema seu, pus-me a sonhar. A sonhar porque me parecia de um heterónimo que viveu dentro de um poeta de fascínio: Fernando Pessoal. Não! Nunca minto, só para agradar. Foi o meu pensamento. Real. Sincero.
Que "coisa" mais deslumbrante. Terna. Sensível. Doce.
Olhe, Beijinhos amigos grandes, está bem?

pena

Rafeiro Perfumado disse...

Propicia desporto ao ar livre e outras actividades ao ar livre... ;)

Beijocas!

Marta disse...

Triste, não é????
Este ar de abandono...
Não sei o que é realmente pior - ignorar ou estragar...mas acho que um completa o outro...
Obrigada pela visita...
Beijos e abraços
Marta

Amaral disse...

Nem sempre acreditamos como podemos mudar o mundo.
É que o mundo só poderá mudar um dia (fala-se que daqui a duas, três décadas...), quando nós próprios tivermos feito a nossa parte: mudarmos a nossa mentalidade.
Ainda que a vida nos maltrate, ainda que as injustiças nos rodeiem, ainda que a cegueira do povo ande por perto, as nossas janelas terão de estar bem abertas para quando o momento chegar!

MGomes disse...

Somos na verdade um povo angustioso e adormecido. Nunca nos faltaram razões para que a âncora do nosso descontentamento fosse levantada na busca de uma justiça una e ao serviço verdadeiramente da sociedade..., mas..., somos assim...,medo, muito medo de ousarmos perante a adversidade, de afrontarmos quem semeia as verdadeiras causas dos desequilíbrios sociais, de dizermos não perante a mentira, a arrogância e a hipocrisia, enfim, de sermos simplesmente pessoas neste mundo de muitas janelas ainda fechadas para vida.

Muito bonito, este Pensamento...que aqui tive o grato prazer de encontrar!

Bjos

Teresa David disse...

Gostei mesmo muito deste poema poderoso que aflora uma das maiores lástimas nacionais, que é a cegueira para o importante e olhos demasiado abertos para coisas tão superfluas como a discussão acalorada de um golo num jogo de futebol.
Bjs solidários com tudo o que li neste post
TD

rosa dourada/ondina azul disse...

Muito bonita a flor que brota, mesmo sem ser cuidada, é a força da vida que a faz florir :)


Beijinho,

Alexandre disse...

Ai que saudades de mts desses lugares encantados de que falaste, em especial Constança e Ponte de Sor, aterra da minha mãe!

Muitos beijinhos!!!!

Laura disse...

A menina anda a aproveitar a água a mais para regar o jardim? parece, mas nem a cheiro...beijinhos.

São disse...

Gostei de ler...
Bom resto de semana.

Kunta disse...

Olá,

Fiquei muito feliz por teres manifestado interesse em adoptar o Simba. Para mais informações contactar:

www.Adopta-me.org

jdiogo@adopta-me.org

susan@adopta-me.org

São pessoas assim que dão sentido a este mundo frio e cada vez mais sem nexo.

Beijinhos e lambidelas

Kunta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pena disse...

Linda Amiga:
Venho agradecer as simpáticas palavras expressas no meu "cantinho" da escrita. Doces. Sensíveis. Ternas. Belas.
OBRIGADO sincero e sentido.
Que tudo seja harmonioso e pleno de bem-estar para si e para os seus. OBRIGADO!
Beijinhos de amizade gratos de sinceridade.

pena

caniche vagabundo disse...

Olá! O Simba ainda está à espera de um colo quentinho! Haverá por aqui algum com vontade de recebê-lo em sua casa?

Se houver, o contacto é: Sandra Morais 966462796, semitasm@portugalmail.pt

Beijinhos e obrigado...
Parabéns pelo blogue!

Mocho-Real disse...

Às vezes dá-me vontade de deixar ser cego quem não quer ver mesmo!
Mas depois, lembro-me que essa cegueira de grande parte do povo lhe foi causada por terem nascido de gerações anteriores propositadamente deixadas na mais escura ignorância e então... insisto de novo.

Um abraço.
Jorge G.

Outonodesconhecido disse...

Ainda bem que gritas...
O jasmim reabriu

pentelho real disse...

a tua simplicidade desassombrada comove-me e faz-me sentir, talvez, que ainda há esperança para este mundo...

Espaço do João disse...

Também somos um povo de fraca memória. Muita ileteracia, política de café e, usamos muitas das vezes as cantigas de amigo e maldizer...Longe vão os tempos que para salvar a honra se levava a corda ao pescoço, fazendo-se acompanhar da mulher e dos filhos, perante aqueles a quem nós devíamos a honradêz. Despertai óh gentes, acordai, levantai a voz quando quiserdes ser ouvido e, de maneira alguma fechemos as janelas, por mais que não seja, pelo menos respirar ar puro e olhar de frente, mesmo sem sair de casa .João

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida amiga ELL, linda postagem.
Mesmo de tlm a foto está belíssima.
Beijinhos de carinho e amizade.
Fernandinha

Kunta disse...

Olá Bichodeconta,

O Simba ainda está à espera de quem lhe queira dar muito amor e carinho.

Para mais informações contactar:

Sandra Morais 966462796, semitasm@portugalmail.pt


Beijinho grande e mil lambidelas

Dulce disse...

Passei para te ler e te deixar um beijo.

Laura disse...

Tou admirada de anina até colocar campainhas no tornozelo e se oferecer pra dançar lá no terreiro..força nina, se fosse assim todos os dias um cadinho as gordas desapareciam...quem dera, mas aqui so dançam no agarradinho e sem batuque...olha que nem fazia mal se nos dispusessemos a dançar, cada uma no seu bairro com o seu pessoal, vizinhos amigos, sei lá..era melhor que ir correr por ai e arfar, ao menos arfava-se com gosto...
Beijinho a ti nina querida.

Kunta disse...

Olá Bichodeconta,

Como está a correr o processo de adopção do Simba?

Ele está ansioso por festinhas e muitos miminhos de alguém que o queira amar.

Mil lambidelas

Lurdes disse...

Gostei deste pensamento. Gostei deste grito!
Gosto de te ler!

Beijinhos

Laura disse...

Atão nina? tá explicado a sua pouca comparência no résteas, é que o sol tá doido hoje e parecia verão né? eu andei todo dia de manga curta e ainda ando, mas ja faz um friozito...
E incrivel como pode ser verdade essachuva toda sobre Lisboa quando ot empo está assim tão lindo...
Jinho a ti.

Mocho-Real disse...

Hoje, não havendo novidades por cá, deixo apenas o meu abraço.

Jorge G.

Laura disse...

Como vamos de memórias?

Memórias que surgem!...


Memórias que surgem do nada
Dos tempos em que a felicidade
Ainda me procurava...

Memórias que querem chegar ao fundo
Quando as vou buscar
Memórias que teimo em apagar...

Para que meu viver possa sossegar
E minha vida continuar a andar
Sem ter que as procurar...

Memórias que batem na alma
Como o vento bate na fraga
E por mais que não queira pensar
O vento tudo varre e nada apaga...

Memórias que são um recordar
Dos tempos em que tinha a quem amar
E agora que o vento tudo espalhou
Apenas posso juntar o que restou!...

Pois é nina, todos temos as nossas memórias...
Um jinho e um abraço a ti e que bom que tens a quem amar, amar assim perdidamente, mas que feliz fico por te saber bem.mereces. jinhosssss.

turbolenta disse...

Não. Não é verdade. Escreve e muito bem.
Passo muitas vezes pelos lados da Praça de Espanha e nunca me apercebi desse jardim.Vou estar mais atenta.
bom fim de semana

Bolota disse...

O maior dos cegos, é aquele que se recusa a ver...

Bom fim de semana!
Bjos :o)

Oris disse...

Não sei se o povo é cego...acho que é mais comodista...deixa andar...
Já vi, que nos apetece gritar...então força...gritemos...mas quero continuar a ler os teus escritos.
Nada de ficar parada...FORÇA....

Beijitos

Anónimo disse...

Olá!

Passei por aqui!
Gostei do blog...

Abraços pernambucanbaianos...

Germano.
www.clubedecarteado.blogspot.com

multiolhares disse...

Quantas vezes passamos pelos mesmos locais sem nada ver
Beijinhos
luna

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida ELL, bom fim de semana. Beijinhos de carinho e ternura.
Fernandinha

Maria Faia disse...

Querida Amiga,

Não tenho outro comentário que não seja fazer minhas as tuas palavras.
Na íntegra.

Um beijo amigo e votos de um fim de semana feliz,

Maria Faia

JOSÉ NEVES disse...

Infelizmente muitos locais como este caiem em abandono, uma triste realidade do nosso país (afinal mais uma não é?).

Bjs e obrigado por este alerta

Laura disse...

chegou a campesina dos montes e serras de S. Francisco!... hoje passeei a valer por montes e vales, casas, ruas estreiras e até vi cavalos selvagens de perto muito perto, estavam à minha frente e eu a esperar que eles deixassem a estrada livre para passar e fotogafei-os, mas que beleza e majestade o cavalo Lusitano tem!... Beijinhos ó Ell...

Vb disse...

Mais um belo poema!

Beijinho.